Há algum tempo, venho tentando eliminar algumas palavras do meu vocabulário cotidiano. Não são os temíveis palavrões. Eu não digo mais: na luta, na batalha, sou guerreiro... Na verdade, acho que existem palavras normais que causam danos anormais, em determinadas situações... Não ousarei esbarrar na PNL – Programação Neurolinguística que é muito mais complexa e abrangente. Mas, falo sobre palavras e hábitos que podem criar um clima psicológico desnecessário, uma cultura velada de violência. Já comentei em palestras que acho um desperdício comunicacional dizer “bom dia”. Digo aquele “bom dia” automático, só por dizer e ouvir uma resposta que acaba vindo, no mesmo tom. Acredito que, em alguns casos, nem desejamos nada. É só um jargão matinal. Mas, pode piorar. O “bom dia” pode vir acompanhado de um despretensioso “como vai?” e provocar um terrível clima de MMA ... As respostas são multivariadas: “na luta”, “na batalha”. Daí, de repente, você é lembrado no grupo “esse é um guerreiro!”. E as expressões vão se multiplicando: “a luta do dia a dia”, “guerra dos sexos” e por aí vai. Outro dia eu recebi uma publicação de uma ONG, com a chamada “Luta pela Paz!” e lembrei das “guerras santas”. Mas, na minha opinião, esse negócio de luta, batalha, guerreiro, vem do tempo em que existiam guerras por qualquer motivo, guerreiros e heróis. Eu sei, as guerras ainda existem. Não durmo um dia sequer, sem pensar nos Ucranianos que, de um dia para o outro, estão no meio da guerra de um louco que sonha em anexar mais territórios ao seu país. Esses, sim, estão em guerra. Mas, eu não. Quando eu acordo, de manhã, não penso em luta. Penso em como fazer algo que me faça feliz e cause felicidade a outras pessoas. Isso não se resolve com luta. Acho que é preciso amar. Amar mais. Multiplicar o amor de dentro e extravasar para os outros. Rir muito. No espelho e para os outros. Espalhar felicidade, desde o bom dia, dito com intenção. Bom dia! Como você está? Precisa da minha felicidade para se sentir melhor hoje? O que eu posso fazer por você? Porque eu não estou na luta, nem na batalha... Eu estou na vida, usando o amor como ingrediente para a felicidade geral.
A IRONIA DA CRIAÇÃO 2022 novembro 15 Eu até tento... Mas, para quem começou a fazer Marketing sem computador, criando planilhas sem Excel, fica difícil ler (ou não) tantas neo verdades. Acho fantástico que possamos expressar nossas opiniões e, sobretudo, ter onde publicá-las, democraticamente. Mas, sinto um excesso de proprietários da verdade, renomeando velhos princípios da mercadologia. O consumidor continua sendo o motivo da criação de novos produtos, a verdade continua sendo a única forma de conquistar a fidelidade de clientes, o preço continua sendo relativo diante do valor e os meios de comunicação continuam sendo fundamentais para alcançar os sentidos dos prospects e criar uma imagem de mercado. Mesmo assim, tenho acompanhado um se número de novos tipos de marketing, novas formas de criar e, na contramão do “saia da caixa”, os criadores estão se canvando. Ai de nós, se não estivermos dentro dos moldes das plataformas e templates contemporâneos. Marketing é Marketing. E...

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