Ao longo da
minha vida profissional, participei de muitos treinamentos, planejei programas
de desenvolvimento e organizei inúmeros encontros voltados ao crescimento das
equipes.
Calendários foram criados, temas foram estudados, especialistas foram convidados.
Tudo isso faz parte do trabalho de quem acredita no desenvolvimento de pessoas.
Mas, com o passar dos anos, fui percebendo algo que talvez seja ainda mais importante do que qualquer programa estruturado.
Desenvolver pessoas é sempre um caminho de mão dupla.
Nenhum treinamento funciona se, do outro lado da mesa, não existir alguém disposto a aprender.
A empresa pode oferecer ferramentas, oportunidades, orientação e conhecimento. Mas existe algo que não pode ser entregue em um slide, em uma palestra ou em um manual.
Chama-se vontade de aprender.
E foi justamente isso que aprendi, de forma muito clara, em um episódio que marcou a minha trajetória profissional.
Anos atrás, quando trabalhei em Manaus, como Gerente Regional da Panasonic do Brasil, mantinha atividades de importação e exportação. Nossa operação estava conectada à Panasonic Latin America, no Panamá. Para me auxiliar nesses trâmites, decidimos que era necessário contratar um Assistente.
Recebemos alguns currículos e, naturalmente, muitos deles apresentavam exatamente o que se esperava de um profissional da área: experiência com documentação, conhecimento dos processos burocráticos, familiaridade com os trâmites de importação e exportação.
Mas, eu sentia falta de um diferencial: a capacidade de comunicação em inglês.
Foi então que um currículo diferente apareceu na minha mesa.
O candidato não tinha experiência com comércio exterior. Não havia trabalhado com importação ou exportação. Na verdade, sua profissão até então era outra.
Ele era guia turístico na cidade de Manaus.
Decidi entrevistá-lo. E ali percebi algo que nenhum currículo consegue descrever com precisão. A vontade que ele tinha de aprender.
Durante a conversa, observei sua fluência e também que ele não havia feito cursos caros ou passado anos em escolas de idiomas. Ele havia aprendido inglês trabalhando.
Guiando turistas estrangeiros pelas ruas, pelos hotéis e pelas paisagens de Manaus.
O idioma não era um certificado no papel. Era uma ferramenta viva do seu cotidiano.
Resolvi apostar nele.
E essa acabou sendo uma das melhores experiências profissionais que já tive na área de desenvolvimento de pessoas.
O que ele não sabia tecnicamente, aprendeu com rapidez.
O que ele já trazia consigo — curiosidade, disciplina e vontade de crescer — fazia toda a diferença.
Alguns anos depois, segui outros caminhos profissionais e deixei a Panasonic.
O tempo passou. Até que um dia, andando por Manaus, reencontrei aquele jovem que um dia havia sido guia turístico e que havia decidido aprender algo completamente novo.
Ele já não era mais o assistente que eu havia contratado.
Estava ocupando um cargo de grande responsabilidade em uma importante empresa da Zona Franca de Manaus. Tinha crescido. Muito.
E naquele momento eu tive uma certeza muito clara.
O que levou aquele profissional até ali não foi apenas o treinamento que recebeu. Não foi apenas a oportunidade que apareceu.
Foi algo muito mais simples — e muito mais poderoso.
A decisão de aprender.
Hoje, quando penso nos programas de desenvolvimento dentro das empresas, lembro sempre dessa história.
Podemos planejar treinamentos, criar calendários, selecionar conteúdos, organizar encontros e capacitações. Tudo isso é importante.
Mas desenvolvimento verdadeiro acontece quando duas forças caminham na mesma direção.
De um lado, a organização criando oportunidades.
Do outro, pessoas que mantêm viva a curiosidade de aprender.
Porque, no fim das contas, ninguém ensina verdadeiramente quem acredita que já sabe tudo...
Talvez esse seja um dos grandes desafios do nosso tempo.
Vivemos em uma era em que a informação está em todo lugar. Em poucos segundos podemos encontrar respostas para quase qualquer pergunta.
Mas informação não é a mesma coisa que aprendizado.
Aprender exige humildade.
Exige curiosidade.
Exige reconhecer que sempre há algo novo a descobrir.
Talvez seja por isso que continuo acreditando: ensinar é importante…, mas o verdadeiro desenvolvimento começa quando alguém decide aprender.
Calendários foram criados, temas foram estudados, especialistas foram convidados.
Tudo isso faz parte do trabalho de quem acredita no desenvolvimento de pessoas.
Mas, com o passar dos anos, fui percebendo algo que talvez seja ainda mais importante do que qualquer programa estruturado.
Desenvolver pessoas é sempre um caminho de mão dupla.
Nenhum treinamento funciona se, do outro lado da mesa, não existir alguém disposto a aprender.
A empresa pode oferecer ferramentas, oportunidades, orientação e conhecimento. Mas existe algo que não pode ser entregue em um slide, em uma palestra ou em um manual.
Chama-se vontade de aprender.
E foi justamente isso que aprendi, de forma muito clara, em um episódio que marcou a minha trajetória profissional.
Anos atrás, quando trabalhei em Manaus, como Gerente Regional da Panasonic do Brasil, mantinha atividades de importação e exportação. Nossa operação estava conectada à Panasonic Latin America, no Panamá. Para me auxiliar nesses trâmites, decidimos que era necessário contratar um Assistente.
Recebemos alguns currículos e, naturalmente, muitos deles apresentavam exatamente o que se esperava de um profissional da área: experiência com documentação, conhecimento dos processos burocráticos, familiaridade com os trâmites de importação e exportação.
Mas, eu sentia falta de um diferencial: a capacidade de comunicação em inglês.
Foi então que um currículo diferente apareceu na minha mesa.
O candidato não tinha experiência com comércio exterior. Não havia trabalhado com importação ou exportação. Na verdade, sua profissão até então era outra.
Ele era guia turístico na cidade de Manaus.
Decidi entrevistá-lo. E ali percebi algo que nenhum currículo consegue descrever com precisão. A vontade que ele tinha de aprender.
Durante a conversa, observei sua fluência e também que ele não havia feito cursos caros ou passado anos em escolas de idiomas. Ele havia aprendido inglês trabalhando.
Guiando turistas estrangeiros pelas ruas, pelos hotéis e pelas paisagens de Manaus.
O idioma não era um certificado no papel. Era uma ferramenta viva do seu cotidiano.
Resolvi apostar nele.
E essa acabou sendo uma das melhores experiências profissionais que já tive na área de desenvolvimento de pessoas.
O que ele não sabia tecnicamente, aprendeu com rapidez.
O que ele já trazia consigo — curiosidade, disciplina e vontade de crescer — fazia toda a diferença.
Alguns anos depois, segui outros caminhos profissionais e deixei a Panasonic.
O tempo passou. Até que um dia, andando por Manaus, reencontrei aquele jovem que um dia havia sido guia turístico e que havia decidido aprender algo completamente novo.
Ele já não era mais o assistente que eu havia contratado.
Estava ocupando um cargo de grande responsabilidade em uma importante empresa da Zona Franca de Manaus. Tinha crescido. Muito.
E naquele momento eu tive uma certeza muito clara.
O que levou aquele profissional até ali não foi apenas o treinamento que recebeu. Não foi apenas a oportunidade que apareceu.
Foi algo muito mais simples — e muito mais poderoso.
A decisão de aprender.
Hoje, quando penso nos programas de desenvolvimento dentro das empresas, lembro sempre dessa história.
Podemos planejar treinamentos, criar calendários, selecionar conteúdos, organizar encontros e capacitações. Tudo isso é importante.
Mas desenvolvimento verdadeiro acontece quando duas forças caminham na mesma direção.
De um lado, a organização criando oportunidades.
Do outro, pessoas que mantêm viva a curiosidade de aprender.
Porque, no fim das contas, ninguém ensina verdadeiramente quem acredita que já sabe tudo...
Talvez esse seja um dos grandes desafios do nosso tempo.
Vivemos em uma era em que a informação está em todo lugar. Em poucos segundos podemos encontrar respostas para quase qualquer pergunta.
Mas informação não é a mesma coisa que aprendizado.
Aprender exige humildade.
Exige curiosidade.
Exige reconhecer que sempre há algo novo a descobrir.
Talvez seja por isso que continuo acreditando: ensinar é importante…, mas o verdadeiro desenvolvimento começa quando alguém decide aprender.

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