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TREINAMENTO NÃO É ANTIBIÓTICO

 



A minha trajetória na área do Marketing foi, no mínimo curiosa e, sem dúvida, intensa e extensa.

Convicto de que a Propaganda era a m
eta, comecei a trabalhar na Panasonic do Brasil, mas muito rapidamente comecei a me envolver com o Planejamento de Marketing. Evidentemente, um desafio imenso, sobretudo porque ainda não contávamos com o suporte de laptops e as maravilhosas ferramentas disponíveis hoje. No entanto, a maior descoberta pessoal veio do trabalho em conjunto com o Overseas Training Center, da Matsushita (fábrica da Panasonic, no Japão). Desenvolvemos um ciclo de Seminários para a equipe de Marketing e Vendas, durante mais de um ano.

Além da longa imersão, pude sentir a importância do treinamento contínuo. E, desde então, passei a usar minha vocação didática em todas as empresas que trabalhei e, mais tarde, em minha própria empresa de Consultoria e Treinamento.

Continuei investindo no conceito de que treinamento não é um evento, uma ação isolada e temporal. Treinamento é movimento de ida e volta; não se impõe, responde às necessidades individuais e da equipe.

Eu acho muito estranho o comportamento de alguns empresários que contratam palestrantes para uma mega imersão, acreditando que será uma injeção cavalar, de dose única, indubitável eficácia e efeito prolongado.

As pessoas mudam todos os dias, o mercado muda todos os dias e as ações precisam estar constantemente sendo analisadas e tratadas.

O treinamento é uma das ações para se adaptar às mudanças e manter não apenas a motivação de cada funcionário, mas, também, o espírito de equipe.

O importante é enxergar os treinamentos como vitaminas, homeopatia...   e não antibiótico de amplo espectro para todos os males corporativos.


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